A QUESTÃO DA NORMALIDADE

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Vida normal? O que é normal? Até que ponto existe a normalidade? Um pouco sobre esse conceito.

A visão conceituada do termo normalidade refere-se ao grupo de pessoas que se julgam típicas por costume ou por cultura. A discussão acerca da normalidade está sendo questionada por parte da população que talvez duvide que exista a normalidade. Vamos à teoria? Depois veremos na prática.

Teoria acerca da normalidade. O que é normal?

 Normal, aquele que segue todos os padrões da determinada civilização ou sociedade seja no meio cultural ou formal. Normal é aquele que segue os padrões, uma pessoa que se julga padronizada e se enquadra entre os grupos que também estabelecem as normas e as seguem.

O que observamos na prática? Para o autista ou algumas pessoas, por existirem culturas diferentes em outros países, não existe um único tipo de padronização, tornando-se absurdo quando o termo é mencionado de maneira pejorativa. O termo normal pode não fazer sentido pra muita gente, porém vemos que a sociedade estabelece e julga padrões, por isso o termo “normal” é usado.

Como cada pessoa estabelece seus padrões naturais, o termo em si fica cada vez mais obsoleto. Há quem use o termo normal para definir “vida autônoma ou independente”, pois logo entendem que faz parte de uma infinidade de normas estabelecidas pela sociedade e suas exigências a obrigatoriedade em alguns casos como, exemplo, irmos ao médico fazer exames de rotina, isso é normal! (ou seja, é uma norma já estabelecida).

Neurotipicos e neurodiversos

Para o movimento neurodiverso/neurotipico aquele que está nos padrões neurológicos é uma pessoa normal ou seguidor das normas da sociedade. O que julga típico e comum, sem nenhuma alteração neurológica e comportamental.

Neurodiverso. A palavra não é reconhecida, porém é todo aquele que possui capacidade neurológica diferente do padrão. O autista, por exemplo, pode ser considerado um dos neurodiversos, pelo movimento ativista especializado em neuro diversidade.

Como o cérebro funciona de maneira fora do padrão estabelecido pela sociedade, cujo comportamento é julgado conforme a cultura do Estado ou do País, logo pode ter uma maneira diferente ou até inexplicável de aprender as coisas.

Como no autista, é comum o pensamento visual estar presente no seu cotidiano, daí a facilidade de aprender observando pela primeira vez e no dia seguinte colocar em prática como se fosse experiente, fugindo daquilo que é estabelecido pelo determinado grupo social como padrão.

Pra quem é crítico da normalidade, o termo na prática e desproporcional. É inexistente para os críticos uma só forma de padronização, logo como o autista precisa preservar o seu jeito de ser, ou os talentos que estão dentro de si, mesmo não falando, estabelecem o seu próprio padrão.

Muitos autistas não gostam de regras por estabelecerem as suas próprias normas. No começo, torna-se difícil seguir, medir, ou julgar o que é normal ou até que ponto tal comportamento é considerado normal.

Leonardo Ricardo

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