A verdadeira inclusão começa pelas escolas.

A verdadeira inclusão começa pelas escolas.
Hoje em dia, a qualidade da educação é ruim, mas isso não significa que todos os alunos estão com conhecimentos comprometidos, mas os nossos governantes, deputados e senadores devem olhar para a realidade, o que é difícil.

A educação primordial tem três etapas, irei citá-las, quase todos já sabem:
Ensino Fundamental: Primeiro ciclo.
No primeiro ciclo do Ensino Fundamental, tudo pras crianças é novidade, inclusive para pessoas específicas, tais como autistas, downs, cadeirantes, etc. Nesse ciclo, há dois ou mais professores lecionando. O ideal nessa fase, é ter um professor especializado em educação especial, para ajudar os alunos específicos a entrar em processo de adaptação, até o quinto ano, a antiga quarta série.

Os alunos em geral não devem ser tratados de maneiras diferentes, todos deveriam ser tratados como alunos em processo de aprendizagem. Os colegas devem ser conscientizados nessa fase, todos devem aprender a se entender, a conhecer o lado bom das pessoas autistas e com outras condições.
Ensino Fundamental, o segundo ciclo.
Nesse caso, os alunos já devem saber ler e escrever, fazer cálculos básicos, multiplicar, dividir, saber basicamente um pouco do descobrimento do Brasil, a classificar as sílabas, etc.

É justamente neste ciclo que cada matéria dada tem um professor e o ideal seria que todos eles tenham especialização em suas áreas. 

As matérias mais comuns são.

Língua Portuguesa ou Literatura, matemática, Ciências, Geografia, História, Arte, Educação Física, Inglês, em algumas escolas Ensino Religioso, Espanhol, Francês, Japonês entre outras.

A especialização dos professorem ajuda o aluno a entender melhor as matérias, podendo fazer com que o aluno em qualquer condição tenha mais domínio na área de seu interesse.

Tudo isso é ideal, mas na realidade está muito distante disso.

O papel do psicólogo dentro das escolas ajuda bastante, nos momentos mais difíceis na vida do aluno e na coordenação escolar, melhora até a própria gestão e conselho de classe. Enquanto isso não ocorrer de forma gradativa, a inclusão plena nunca irá existir.
Ensino Médio.
Posso parecer exigente, mas os conteúdos do Ensino Médio já pesam pra cima do aluno, então o ideal seria o professor em sala de aula, que já tenha concluído o Mestrado, o que prepara o aluno para a faculdade. Seria interessante também as disciplinas como Psicologia e Direito, até porque aos 16 anos, idade em que alguns alunos já votam, terem conhecimento sobre a nossa legislação. O aluno interessado se sentiria mais preparado para cursar a faculdade de direito.

Temos disciplinas similares, como Filosofia e Sociologia, a segunda aborda estudos sociais e um pouco de política, podendo especificar as leis, mas não de forma tão aprofundada como seria em um curso de direito no currículo da escola.

A psicologia faz o aluno refletir, a filosofia completa a reflexão. Infelizmente é triste uma escola não ter aulas de direito e psicologia, seria tão bom se houvesse estas duas disciplinas extras no Ensino Médio…. As matérias que eu acho desnecessário em ambientes escolares, como educação artística e educação física, no Ensino Médio, até porque a maioria dos nossos adolescentes não se interessam tanto por Educação Artística principalmente.

Quando eu ainda estudava, as matérias produtivas pra mim eram Filosofia, História, Geografia, Sociologia e Língua Portuguesa.
E porque na realidade não temos aulas de direito no Ensino Médio, sendo que aos 16 anos os adolescentes podem votar se quiserem? Enquanto não houver leis que obriguem as escolas adicionarem as aulas de direito no currículo escolar, isso não muda. E pro autista ajuda muito, até porque a consciência da legislação é primordial. A sociologia sem o direito falta alguma coisa. É complicado.

A educação especial nas escolas tradicionais, seria interessante no começo de tudo, lá na primeira série, até a quarta.

O professor perceberia melhor as diferenças entre os alunos que tem alguma condição específica e uma pessoa neurotípica. A necessidade do professor de apoio é relativo, ou seja, é aí que precisamos discutir com maior lucidez possível.
Tudo isso influencia muito na inclusão de alunos ditos especiais ou específicos na escola tradicional. A escola tradicional despreparada não dá certo, nós precisamos mudar isso com urgência e cautela ao mesmo tempo. Não adianta apenas colocar o aluno cadeirante, sem adaptações pra ele. A mesma coisa é com o autista, em alguns casos não necessariamente, em outros, o professor deverá analisar, se tem condições de estudar ou não. 

Os casos ditos graves de autismo dá dois vereditos. Ou aprende algo do seu interesse e não passa disso, ou não. Há alguns que chegam ao mestrado, até porque talvez a questão não seja a tamanha severidade que eles dizem ser, vai mais pelo desemprenho intelectual, que define o processo de aprendizado. Parece simples, mas não é, a realidade é outra, bem longe do ideal.
Leonardo Ricardo