ÁGUAS QUE CURAM

Amo velejar no oceano da realidade e da fantasia.

Afundo-me no mar desconhecido e cubro-me nas ondas do vento e da liberdade.

Gotas envolvem o corpo e molham de repente a chuva que cai e seca, e são lágrimas.

Dia e noite mergulho a procura do sonho, do real e do imaginário.

Mas no fundo do mar estão tesouros desconhecidos que me fazem constantemente buscá-los.

A imensidão das águas é a procura do que não vi.E o que está acima, o que já percebi.

O que cai e o que se vai não importa, são águas que fluem de dentro pra fora e não me molham.

A alma sedenta que flui nos rios da saudade e no esperado futuro que virá breve dia.

Aonde o vento vai, onde jorra as fontes estou escondida e encolhida apenas observando.

O banhar da cachoeira e do sol que toca uma mistura de sentimento e vaidade desconhecida.

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Desejos que fluem e resplandecem no tocante e intocável que tem sabor de mel e arde como pimenta.

A despedida no deserto e a miragem que engana e empurra para a busca de praias.

A constância que envolve e prende, que engana e faz vibrar, parecer loucura, mas encharcar de veracidade.

Não importa a direção que vai e sim o que vejo e acredito de fato e não importa se é temporal.

Mas que a vida que flui e ainda que seja ofegante, seja um dia, a breve realidade encarada de pé.

Que molhar é um sinal de encarar e tomar banhos de certeza da derrota e da vitória, mas principalmente, de viver.

A imensidão é pouca perto do que Deus concede e a sede que tira e o presente da salvação.

Não importa o veneno e a destruição do oceano, o que importa é deixar Jesus velejar comigo.

 

GLEICI KELI SOARES