INCLUSÃO UNIVERSITÁRIA – UM ARTIGO DE OPINIÃO

INCLUSÃO UNIVERSITÁRIA

Penso que o Brasil ainda tem muito que melhorar a respeito da inclusão. Todos nós, ou quase todos, sabemos que a lei proíbe diferença na mensalidade para alunos incluídos nas Instituições de ensino básico da rede privada, ditos como ”pessoas com deficiência”.

Mas e quanto às universidades, o que tem a melhorar?

Começarei pelos exames, certo?

O tão famoso Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e os tradicionais processos seletivos já pecam pela quantidade de matérias exigidas para se aderir ao curso escolhido.

O aluno ao optar por cursar licenciatura em Letras, por exemplo, deveria ter uma avaliação, no mínimo, em três áreas do Ensino Médio, tais como Língua Portuguesa, mantendo a redação específica e exigida pela universidade, o que não é tão grave para opinar contra, Geografia e História, seria um pouco mais interessante para pessoas que buscam não só a licenciatura em Letras, como também Pedagogia, Geografia e licenciatura em História. Os exames deveriam ser exigidos de acordo com o curso, para interessar melhor o futuro universitário.

Para quem opta por Medicina, Biologia e Matemática seriam interessantes, ah, Física também seria uma área boa, para ser utilizada no exame.

Para quem opta por Psicologia, o interessante seria avaliar o futuro universitário com as provas de Filosofia e Sociologia, semelhantemente quem opta por Matemática e Química, sempre com provas que irão servir no futuro.

Hoje em dia, as pessoas que aderem a qualquer curso escolhido, geralmente são avaliadas em quase todas as áreas do conhecimento, o que na prática não seria necessário.

As universidades deveriam discutir vários assuntos, para amplificar e inovar os processos seletivos. Por que não discutir a qualidade de ensino em universidades? Seria outra questão!

Bom, universidades particulares custam muito caro, principalmente na área da saúde. Mas é possível ao aluno optar por faculdades públicas. O problema é a burocracia, como melhoria no incentivo, boa vontade do governo, do congresso nacional, das autoridades competentes, ensino de qualidade, etc. Nada é fácil, principalmente quando se trata de construir mais universidades.

Existem estudantes que saem de seus municípios para estudarem nas cidades vizinhas, ou até mesmo no interior do Estado. Já imaginou como seria bom se houvesse mais incentivo por parte das escolas e das autoridades competentes se houvessem mudanças nos processos seletivos e exames nacionais? Também seriam interessantes principalmente para os autistas que estão aderindo à universidade e demais pessoas de diferentes condições.

Quase todos sonham com plena inclusão, seja lá social ou não!

Quem entra na universidade tem que se virar, correr atrás…

E quando os futuros universitários recorrem ao curso e estes sequer estão disponíveis por falta de alunos? Passei por um algo semelhante, mas deveria ter mais exames, é muita exigência.

O atendimento poderia melhorar caso o aluno quisesse recorrer à universidade para estudar. Exemplo típico, só tem aquela na cidade, mas por enquanto não há o curso de interesse do aluno, você vai querer optar por outro? Se esse outro curso que para o futuro universitário também não estiver disponível, vai pagar caro pelo que não for interessante? Mas há faculdades públicas, mas no município não existe, ou se existe, vai ter que pagar ônibus, ou aderir ao transporte gratuito, com aquela clássica carteirinha de estudante.

O Brasil poderia ser menos burocrático em certas áreas e mais atencioso ao interesse do cidadão. Exigir menos e melhorar, infelizmente a realidade  estudantil é caótica.

Enquanto estas possibilidades não existem na prática, os futuros universitários irão atender as exigências manipuladoras e únicas, querendo ou não querendo!

 

   Leonardo Ricardo

10602760_800769779973644_294558687_n