O MISTÉRIO DA INTELIGÊNCIA SUPERIOR

 

O MISTÉRIO DA INTELIGÊNCIA SUPERIOR_ O uso do hiperfoco e memória fotográfica.

 

Hoje em dia, com as pessoas familiarizando-se mais com o autismo, é certo que de fato, não é por acaso que autista pode superar neurotípicos na inteligência, devido a seu hiperfoco.

O uso do hiperfoco o proporciona, pois o desperta para interesses específicos por temas determinados. Por exemplo:

Caleb é autista. Ele usa seu hiperfoco para superar seus colegas em matérias de história. Estudou a ditadura militar com apenas oito anos de idade e pergunta aos colegas se eles conseguem citar os nomes de todos os presidentes na época da ditadura militar, que começou em 1964 e terminou em 1985. Com apenas oito anos de idade, Caleb cita sem consulta todos os presidentes que governaram no período da ditadura militar e se espelha em João Figueiredo, o último presidente que governou durante este período, onde não havia democracia e o povo brasileiro manifestou-se a favor da democracia, as ‘‘diretas já”, em 1984.

Pode uma criança autista adquirir este conhecimento precocemente e superar a maioria dos colegas de classe. Caleb ao relatar seus conhecimentos sobre a ditadura militar sonha ser o general do exército, até mesmo ser professor de história.

Para os professores, que o avaliam diariamente, Caleb é inteligentíssimo, não por ser autista e sim pelo talento que possui. Para outros, Caleb possui ”inteligência superior”, o que para muitos não faz sentido, até porque mente evoluída não significa que necessariamente seja ”superior” às outras mentes.

O outro exemplo é uma garota que com apenas quatro anos de idade já surpreende seus professores no jardim de infância. O que esta tem de diferente entre outras crianças da sua idade?

Embora os professores tenham notado suas características autistas, descobrem que ela é muito boa em matemática.

Ela, além de fazer contas, acerta até as mais complexas, matérias de quarta e quinta séries.

Professores percebem que a aluna é focada em números e, além disso, possui memória fotográfica incrível. Lembra-se de quando tinha dois anos de idade e citava detalhes dos episódios daquela época.

A mesma aluna do jardim de infância contou aos seus colegas da mesma idade fatos de dois anos atrás, ocasião do seu segundo aniversário e até citou quantos convidados havia naquele período. Alguns professores acreditaram que aquilo era impossível, já outros que ela tinha uma ”mente superior”.

Hiperfoco ou memória fotográfica? Ou os dois juntos? Será que é o autismo que proporciona? Ou seu cérebro já foi projetado para fazer isso?

Será que se estes não fossem autistas teriam essa capacidade mental? Creio que sim!

Creio que os que se ”dizem normais” podem surpreender tanto quanto… Há pessoas com superdotação que não são autistas, porém quando o assunto é memória fotográfica, a coisa fica ainda mais rara em neurotípicos, os neurologicamente típicos em um universo complexo.

Dons naturais que já se manifestam na mente? Creio que sim! Se esta inteligência tão ”superior” pertencesse apenas ao autismo, não haveria savant’s sem autismo, ou superdotados sem a mesma condição, na qual os especialistas chamam de autismo.

*Solidão proporciona talento:

Eu posso dizer com convicção: Há momentos em que, quando um autista prefere ficar só, não é porque ele ”goza da solidão” ou porque prefere evitar a socialização, (segundo os que pregavam ou ainda pregam esta tese) e sim para tentar apenas concentrar-se no seu foco principal. A solidão pode proporcionar os talentos.

Quando muitos preferem ficar só na adolescência, na verdade, está querendo produzir um texto genial, para mostrar ao professor todo o seu trabalho desenvolvido do assunto dentro do tema específico sugerido.

*Memória fotográfica é como uma mente detalhista:

A memória fotográfica citada acima, para muitos que ainda não conhecem o autismo, pode causar espanto. Na realidade, acredito que cada mente funciona e reage de maneiras diferentes, em ocasiões diferentes também.

Lembrar-se da sua infância com detalhes é algo que é não é tão difícil descrever em si, o que é difícil descrever é: Como vêm estas lembranças?

É como se você assistisse uma cena de si mesmo em uma resolução 8k. E estivesse no cinema com uma grande tela a sua frente e literalmente a sua própria vida estivesse passando a sua frente, porém usando o próprio cérebro, para gerar esta lembrança rica em detalhes.

Hipermnésia é uma espécie de memória detalhada, que não é necessariamente aumentada e sim amplificada desses detalhes, que muitos não conseguem captar em sua mente.

O cérebro capta estas informações, isso é a causa da hipermnésia e memória fotográfica. Existem descrições que são interessantes para serem abordados neste mesmo assunto:

”Lembro-me do meu pai, ele sorria para mim e fazia caretas. Ele faleceu quando eu tinha três anos de idade”. Se você perguntar para essa pessoa, que diz lembrar-se do pai, qual a sua idade quando ocorreu essa cena, não se espante, pois ouvirá: ”Um ano e sete meses!” E ainda lembrara-se de tudo e de todos!!!

   Leonardo Ricardo

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