O MUNDO DE ADRIEL, O PRÍNCIPE AUTISTA

ADRIEL O PRÍNCIPE AUTISTA

 

Certa vez, há muitos anos, em uma das províncias, nasceram dois filhos da imperatriz, um era o herdeiro do trono e se chamava Adriel e o outro Adilson.

Adriel era um menino diferente de seu irmão Adilson. Quando nasceram, os dois eram comuns, como qualquer outro ser humano na face da terra, porém, algo chamou a atenção da imperatriz. Foi o modo com que Adriel se deixava amamentar.

Os tempos foram passando e houve uma grande crise no palácio. O desespero tomou conta do império e Adriel, em seu mundo, crescia desenhando e tocando suas harpas.

Com dezesseis anos, os irmãos se reuniram para uma conversa de família. Adriel tinha um contato visual incomum, porém era considerado um príncipe bastante influente, falava em várias línguas e tocava suas harpas, além de consertar instrumentos musicais. Pouco conversava, porém gostava de realizar palestras do seu interesse perante seus mordomos e condes da corte.

Adriel havia descoberto coisas importantes durante a sua vida e também descobriu um método para acabar com a crise imperial que já durava vinte anos.

Todos achavam Adriel um estranho, um esquisito, porém, muitos o admiravam pelo fato de ter um grande poder de influência. Sua memória era bastante precisa, muito embora ele enfrentasse momentos de dificuldade e não gostasse de ouvir barulhos altos e agudos, ainda que os sons mais graves fossem agradáveis aos seus ouvidos.

Ao haver manifestações dos súditos de sua mãe, Adriel não suportava muitos gritos e inventou o seu protetor auricular, para proteger a sua audição e tolerar a manifestação popular.

Adilson foi aos poucos descobrindo o que acontecia com seu irmão e solicitou que os cantores afinassem seus instrumentos para não causar problemas a ele. Os tempos foram passando e Adriel descobriu que estava chegando a hora de assumiu o seu trono. Adilson, um irmão que sempre o auxiliou, foi logo procurar uma moça para ser sua cunhada. Procurou por toda a província por marquesas, juízas, condessas e princesas. Porém nenhuma delas agradou Adriel.

Porém havia uma moça pobre que tinha um sonho de governar a nação. Adriel com ajuda do seu irmão procurou pessoalmente uma moça para ser sua amada. Para não descobrirem que ele era o futuro imperador se fez pobre por quatro meses e deixou o seu irmão reinar por esse tempo, até que se cumprisse sua missão no meio dos súditos.

Isso ocorreu logo após a morte da imperatriz. A moça amava Adriel, mas não conhecia a sua origem.

Quatro meses se passaram e Adriel não contou nada sobre seu império para a sua amada. O impossível aconteceu no seu império, logo levou a sua amada para conhecer o seu palácio. A sua amada começou a perceber que o Adriel era príncipe, porém guardou aquilo no seu coração, para que o povo não descobrisse.

Adilson sentado sobre um dos tronos ficou em pé ao receber o seu irmão, vestiu-o com uma grande túnica e o coroou. Passou-se quase um ano e Adriel e sua amada finalmente se casaram, sendo então convidada a ficar no trono, no lugar de seu cunhado Adilson, que havia colocado a casa em ordem na sua ausência.

Mesmo sabendo da condição de Adriel ela não se importou, pois, o que valia era o amor entre eles.

Adriel viu o povo se manifestando outra vez, porém, decidiu acabar com a crise no país. Então, ele precisou da amada para ser uma governadora real e fundar o senado, para que houvesse leis e pudesse colocar o país em ordem. Somente ele poderia mudar o país, pois era o imperador naquela província. Sabia que não iria conseguir reinar sozinho, então com ajuda da amada e alguns de seus duques tornaram-se senadores e deputados.

Aquilo agradou a todos e a organização o ajudou a acabar com a crise na província. Quando as leis entraram em votação Adriel analisou cada projeto de lei, como imperador, que agora não reinava absolutamente, como fez sua mãe, e finalmente sancionou as leis. Tudo aquilo era a ideia da sua esposa, pois o império absoluto só causara crise na província.

Adriel e sua amada viram a província melhorar e progredir após a mudança no sistema imperial.

E viveram felizes para sempre!

 

   Leonardo Ricardo

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