SANTO OU DEMÔNIO

De tudo sou um pouco, pássaro solto, velho rabugento manco ou um menino poeta louco. Demônio torto, revolto, entretanto, se sou santo, não visto meu manto. Nele, enxugo meus prantos, e os deixo num canto. E se eu canto, É apenas pra espanto de quem tentou me colocar quebranto.        Nilton Cabeça