VOCÊ ACREDITA NO ACASO?

Há pessoas que conhecemos no percurso da vida e com o passar do tempo vão mudando de amigos para irmãos do coração, sejam pelas inúmeras afinidades ou até mesmo pelas diferenças, e certamente pelas digitais que deixam em nós.  E a conversa de hoje surgiu justamente por unir o depoimento de um novo amigo guerreiro, Eliseu Acácio, pai de Lucas Gabriel, autista clássico não verbal de 17 anos e uma conversa tida há 20 anos, com a amiga Abenilsa H S Bricks, mãe de Guilherme H Bricks, SDown de 22 anos.

Eliseu contou em seu depoimento que numa aula de Ciências sua professora abordou o tema “deficiências físicas e mentais”, e ocorreu um caloroso debate sobre o preconceito entre os alunos. E ele lembrou-se que havia assistido pela televisão, dias atrás, um programa que falava sobre autismo e autistas, e o havia impressionado demais.

Assim que a professora lançou a solene pergunta “alguém quer perguntar mais alguma coisa…”, óbvio que aquele rapazinho curioso, instantaneamente, levantou seu braço e em bom tom, perguntou: “Professora, o que é o autismo e quem são os autistas??”

Nem é preciso dizer que um incrível silêncio se fez, os alunos se entreolharam e olharam para o aluno Eliseu, com tamanha novidade, e também para a professora, a espera da resposta, pois provavelmente nunca tinham ouvido falar.

Mas por uma feliz coincidência ela tinha respostas (vocês pensaram que ela não tinha, acertei??). Segundo nosso querido Eliseu, hoje conhecedor do assunto, básicas, mas satisfatórias para 1994, quando o autismo era bem pouco conhecido e divulgado. Por ter trabalhado na APAE, a professora havia tido contato com autistas. E assim conseguiu prender a atenção daqueles adolescentes que permaneceram no mais absoluto silêncio, absorvendo todas as palavras ditas sobre o assunto. E assim foi o primeiro contato com o universo do mundo autista do Eliseu, quando 04 anos após recebeu o diagnóstico do seu Lucas Gabriel. Nem preciso dizer que ele jamais esqueceu-se daquela aula de ciências, que segundo suas palavras, foi apenas a introdução aos “estudos práticos” que vivenciaria anos depois. E acrescentou, definitivamente, a chegada de um filho autista na minha vida e em milhões de famílias… não são acasos!”

Nossa! Esse depoimento me fez viajar uns vinte anos no tempo, quando eu e a Abenilsa, tínhamos altos papos filosóficos sobre a vida, sobre ser mães de crianças especiais, eu do Daniel e ela do Guilherme, nessa época éramos mães de filhos únicos, por isso, tudo era muito intenso, muito analisado e cuidado. Posso dizer que ela bem mais sensata que eu, porque às vezes, quando agimos com a simplicidade do coração e da demanda que se tem, o resultado é bem melhor. E hoje sei, que o excesso de leitura, portanto, teorias, atrasaram um pouco o meu discernimento em entender que o tempo do Daniel era um e o das teorias outro, o bom senso é a receita perfeita! E numa dessas conversas, ela me contou como havia sido preparada para a chegada do Guilherme (uma pena ela ainda não ter colocado no papel), e perguntou como tinha sido comigo. Acreditem, nunca havia parado para pensar sobre o assunto. E foi então que desvelou-se a mensagem do anjo Daniel na minha vida.

Fui preparada para a chegada do meu filho especial, antes mesmo de pensar em ser mãe. Assim que me casei, mudei para um condomínio de prédios de apartamentos, eu morava no 5° andar e no 4° era uma família com três meninos, o do meio era especial, não sei dizer qual a síndrome, isso faz quase 30 anos. Esse menino ficava aos cuidados de uma empregada e chama-se Gabriel. Logo cedo ele era colocado no playground e ficava até a hora do almoço (comendo areia e se arrastando pelo espaço, devia ter uns sete aninhos). Os vizinhos se apiedavam e levavam água e bolachas, frutas e davam pra ele. Faziam carinho e tentavam interagir, ele era risonho e meigo. O quarto dele era o único do apartamento com grade. Os pais pouco acessíveis, não cumprimentavam ninguém, e pouco paravam em casa, saíam sempre “em família” (o casal e os outros dois filhos). O Gabriel, sempre em casa fechado, na janela gritando ou no parquinho rastejando, o que me chamou a atenção e comecei a observar aquela cena e ficar extremamente incomodada, a tal ponto de querer chegar logo em casa para ir à minha janela e encontrá-lo.  Começar a me comunicar com ele fazendo gestos, caretas e etc., e ele passou a interagir comigo, rindo e repetindo meus gestos. Começou um pacto de amizade entre nós e quando nos encontrávamos no elevador ele pulava em mim para me abraçar e a primeira vez que os pais viram a cena ficaram muito envergonhados e foram reprimi-lo. Amigos, despejei toda a minha revolta guardada há meses em cima daquele casal, que pra mim era repugnante (deem-me o desconto da juventude, da falta de tolerância, do entendimento da história de vida de cada um, etc.) e ainda acrescentei ” Deus errou quando entregou a vocês essa criança linda e especial, ELA DEVERIA SER MINHA, vocês deveriam ser denunciados por mantê-lo enjaulado, etc., etc.,… (vale dizer q nessa época eu era quase uma menina e achava q podia falar tudo o q pensava…), eles mal conseguiram me encarar, saíram do elevador praticamente correndo ou diria, fugindo.

O tempo passou, eu continuei me aproximando daquele menino lindo e carente de amor, atenção e família, e nas horas que tinha livre corria pra casa pra pega-lo ainda no parquinho e colocá-lo nos brinquedos para tira-lo do chão, e principalmente, ver o sorriso lindo em seu rosto, os vizinhos continuaram cuidando dele na medida do possível, até que de repente ele sumiu e descobrimos que havia sido internado num local para crianças excepcionais. Conseguimos o endereço pela funcionária e fizemos várias visitas a ele, a alegação dos pais é que eram jovens para tamanha responsabilidade, ele dava trabalho e precisavam se dedicar aos outros dois. Mudaram de condomínio e perdemos o contato!! Mudaram o nosso anjo de lugar também.

Chorei muito nessa época, sofri de várias maneiras e todas as vezes que pedia por ele junto a Deus, questionava a razão dele estar naquele lar, e o porquê Deus não o ter reservado para mim, acreditam???

Agora me digam, era ou não Deus me preparando para a chegada do Daniel? Eu não tenho dúvida! E o Eliseu, também não foi uma preparação para a missão que estava designado? Ele crê que sim! A Abenilsa também foi preparada, não contei aqui a sua história, mas sabemos que foi, não é amiga? E vocês, o que pensam sobre isso? O acaso existe ou não?  Quero ouvi-los, contem aqui pra nós alguma experiência que os levaram a pensar que só podia ser o aviso ou uma preparação para algo maior…

Espero que tenham gostado, porque aqui não temos uma obra de ficção e sim momentos vividos e depois revividos na tentativa de buscar algumas respostas para a complexidade ou simplicidade que é viver!

Meu carinho e minha homenagem a esses dois queridos amigos que estiveram juntos comigo na construção desse enredo da vida como ela é, e não podia deixar de apresentar para vocês os personagens principais, lindos!!

 postro

ABENILSA E GUILHERME BRICKS

postro2

ELISEU E LUCAS GABRIEL

post ro3

ROSANA E DANIEL ROSSATO

Grande Abraço!

Rosana Rosana Rossato

É psicóloga e mestre em psicologia da educação.  Com 30 anos de experiência nas áreas clínica e educacional, atua na educação superior.

 

 *Texto e informações são de responsabilidade da parceira do blog. 

46 thoughts on “VOCÊ ACREDITA NO ACASO?

  1. Que lindo é tão bom ler o testemunho de alguém que nos leva a refletir e perceber o quanto temos a apreender e entender que todo ser humano trás de si algo bom, uma missão e uma delas é nos mudar a maneira de ver e perceber o outro, nossas atitudes.
    Que pessoas passam por lutas, mas mesmo assim não desistem e continuam firmes . Pessoas guerreiras.
    Abraço

  2. Às vezes as nossas lutas começam antes mesmo que possamos perceber, Gleici!! Seriam os estágios preliminares??

  3. Nossa acredito sim que somos preparados, porque quando era criança, sempre facilidade na escola e minha irma nao teve varias dificuldades relacionadas a leitura e eu fazia as tarefas dela escondida, depois adolescente fui ser ajudante de sala e me encantei com um aluno surdo lindo eu interagia com ele e sei que isso foi bom porque hoje ele ja e um rapaz e onde me encontra solta um sorriso enorme e abraça, tambem tinha um priminho com sindrome de down que a familia escondia e eu claro, reivindicava,e sempre procurei cuidar das crianças especiais nas salas em que auxiliava, ninguem entendia, depois nos estagios da faculdade denunciei uma escola que maltratava o aluno DI, e por fim quando estava no segundo semestre. Tive que aprender lidar e entender o meu proprio pequeno especial, mas qiando percebi que ele era diferente ja amava tanto a causa aue nao chorei nem fiquei triste, so disse assim : agora sei porque amo tanto os especiais. Ninguem entendeu a frase e tambem nao expliquei so sorrir e sair. Meu principe ainda nao tem diagnostico mas as lutas sao diarias a recompensa vem wm forma de amor.

  4. Algo que esqueci sempre fui mais lenta e voadora so amava fazer uma coisa lerrrrrr e tomei muito castigo e tapa por ser devagar quase parando, nunca entendi nada relacionado a exatas, mas achava normal, e ficava triste mas nao ligava vivia num espaço so meu hoje entendo meu filho que eminha copia fiel nas caracteristicas e personalidade, nao suportamos barulhos e pessoas chatas, evitamos movimentaçoes e diferente dos outros dois preferimos o sossego da nossa casa. Acho que ser assim como ele me faz saber como ele se sente quando pressionado ou cobrado entao nao faço . 😀

  5. As pessoas certas nas famílias certas, o universo conspirando a favor…♥♥♥

  6. Oi Rosana, boa noite!

    Eu acredito sim nas conexões feitas na vida…sempre há sentido para elas, hora dessas sempre compreendemos.
    Uma coisa preciso deixar clara, ainda bem que existe meninas como você….que não se prende a convenções e o politicamente certo….Muitas vezes a audácia se faz necessária, e seu motivo foi mais que pertinente quando em voz firme, defendeu a criança.
    Eu tenho orgulho da amizade de vocês e o encontro de nós pais aqui é muito engrandecedor…..me sinto próxima de vocês 😀

  7. Lindas as histórias, para tanto, declaro que realmente não há como negar a providência divina atuando de forma estratégica. O importante é sabermos das grandes lições os melhores sentimentos. O acaso não existe, o plano do amor é gigantesco, precisamos sim estar preparados para ele. Assim percebemos os anjos que nos são enviados para nos ajudar a viver de forma intensa! Adorei!!!!

  8. Quanta sensibilidade e percepçao! O milagre só acontece quando estamos prontos para enxergá-lo, e vc, Rosana, conseguiu registrar muito bem este momento… Cada criança é um anjo, à sua forma, na vida de seus pais, certo?
    Parabéns e forte abs.

  9. Que bom Cristina, a intenção é essa, de acolhimento, quando trago uma história real, ela vem carregada de emoção mas tb de aprendizagem. Sinta-se a vontade conosco, somos um time que rimos e choramos ao mesmo tempo pq nos emocionamos com cada avanço de nossos anjos. Beeeeijos

  10. E são muitos os anjos, professores, terapeutas, cuidadores, amigos, enfim, todos que estão sempre por perto nos dando carinho, atenção ou mesmo nos aguentando nos momentos de cansaço. Nada é por acaso, cada peça do quebra cabeça é essencial!!

  11. Certo, Rodrigo. É quase unanimidade os pais relatarem que se tornaram pessoas melhores após o nascimento de seus filhos. Com certeza, deixamos de ser egoístas e egocêntricos… Abraços!

  12. Rosana, eu acredito que tudo na vida tem uma razão de ser, acontecer ou existir. Às vezes, no meio da situação, não fica muito claro o porquê de vivenciarmos algumas experiências, mas ainda que demore anos, se estivermos atentos, as peças do quebra-cabeças se encaixam. Ou precisamos aprender algo, modificar um comportamento, tomar uma decisão ou saber receber nossos anjos… E como você disse, familiares, parentes, amigos, todos têm a aprender e melhorar com eles! Um grande abraço!

  13. Nossa, que publicação linda! Realmente nada acontece por acaso! Sempre aprendendo com você… Beijos

  14. Tudo ao seu tempo mesmo, quando estamos aptos para seguir os caminhos com mais leveza, essa viagem que é a vida tem muitas estações, em cada parada surpresas mil, ensinamentos incontáveis, daí cabe a nós fazer a leitura e ter essa prontidão p/ apreender, como bem disse Estela. Fácil ñ é, mas quem tem amigos tem Deus sempre assoprando no ouvido o que precisamos ouvir!! Certo Estela, “amiga+qespecial”, companheira de muitas reivindicações na faculdade (precisamos ainda contar como duas meninas suburbanas e “tímidas” rsrsrs fizeram -se presentes numa turma bem representativa, seria um bom exemplo p/ as meninas q ingressam na faculdade super inseguras…), amiga de profissão, madrinha do Daniel (Estela Azul por opção, talvez por isso o nome já seja estrela, vejam o acaso ñ se fazendo presente aqui tb) e uma grande irmã de coração!!!

  15. Jamais, Andrea, sempre eu aprendendo com vocês. Às vezes, mesmo sendo por períodos menores, a intensidade vale pelo caráter encontrado, e fica pra vida toda, ñ tem preço encontrar pessoas lindas por dentro e por fora e ainda COMPETENTES, que dividem o saber… Isso é sorte grande …

  16. Abenilsa se apresentando e completando a história acima, finalmente.
    Sou a irmã mais velha de cinco filhos (três meninos e duas meninas). Aprendi muito com eles.
    E sempre observei as pessoas e em particular as crianças diferentes. E me perguntava se teria filhos como minha mãe. Isso fez parte do começo da minha vida.
    Então fui crescendo e a curiosidade continuou, sempre aparecia alguém (diferente) para eu observar, até que cheguei à adolescência e matriculei-me num curso de datilografia, adivinhem perto de onde, exatamente ao lado da APAE, o que me fazia chegar mais cedo, bem antes do horário. Sentava-me no muro da escola e ficava observando aquelas crianças saindo da APAE, elas tinham algo que me cativava e dava vontade de me aproximar delas, e aos poucos fui descobrindo se tratar da Síndrome de Down.
    Com elas aprendi a admirá-las, vê-las sorrir, brincar, frequentar escola e também ver como eram lindas em suas diferenças.
    Daí chegou a minha vez de ser diferente, sim, EU,diferente, pois é assim que passamos a ser aos olhos das pessoas que não tem filhos como os nossos. Engravidei do meu primeiro filho aos 22 anos. Tive a certeza que estava grávida mesmo antes de fazer o exame, e por incrível que pareça, pressentia que era um menino.
    Em algum momento tive uma espécie de sonho, mas o detalhe é que não estava dormindo, estava sentada na sala da nossa casa, ouvindo a música que tinha escolhido para ser a nossa… (Kenny G -Theme from Dying Young).
    Vi-me descendo as escadas dos quartos e chegando à sala, havia malas no chão e uma criança sentada no tapete, e eu disse ao meu marido: Leve as malas que eu levo a criança. Peguei-a no colo e a posicionei montada em minha cintura, a criança tinha uma deficiência em uma das pernas. Ele, um menino de cabelos cor de palha, cortado de franjinha, olhou diretamente em meus olhos, então vi que era uma criança com síndrome de down, levei um susto como se alguém tivesse tocado meu braço e voltei ao tempo real, em choque, não entendi o que aconteceu…
    Lembrei vagamente ter ouvido minha mãe dizer que quando grávidas temos tendências a pensar bobagens e temos que pedir a Deus filho saudável e perfeito. Corri para o banheiro e tomei um banho frio e pedi a Ele que me livrasse de pensamentos ruins e que meu filho pudesse ser saudável, feliz e que eu fosse capaz de cuidar, educar e amá-lo. Lembro-me ainda de minha mãe falando para rezar e pedir um filho com saúde e perfeito e em certa hora respondi que Deus me daria o filho que eu merecesse ter.
    Às 11h30 da manhã, 29 de dezembro, Guilherme estava nascendo, a lembrança do menino que me apareceu no sonho voltou à lembrança, e passei a pedir a Deus e aos parentes que já tinham “partido” que não me deixassem sozinha naquele momento e ajudassem o meu bebê chegar bem (pedido estranho, será??).
    Senti quando ele esta sendo tirado de dentro de mim e até ouvi seu gemidinhos. Não sei quanto tempo se passou, mas ouvi que havia algo de errado com ele. Disseram-me que era hérnia de umbigo, mais tarde soube que se tratava de onfalocele (abertura no abdômen que deixa os intestinos expostos) cirurgia feita com 24 horas de nascido, e meu pequeno já estava lutando pela vida. Quando me mostraram vi na hora que era portador da síndrome de Down, chorei, chorei muito e sai da sala de parto sem falar o real motivo para ninguém. Tive medo de fazer qualquer pergunta.
    Nunca vou me esquecer foi quando nos olhamos pela primeira vez, entrei no berçário fui levada para ficar de frente para o Gui e ai ele abriu os olhinhos e me fitou, quando estava amamentando pela primeira vez no momento tocava a música “Pedacinhos” do Guilherme Arantes e marcou nosso primeiro momento.

  17. Nossa! Agora ficou ainda mais rica a história. Certamente, terei que retomar nossas lembranças descritas aqui com tanta emoção e inserir a sua Abenilsa. Mas como dizem os entendedores das Letras, toda obra é aberta, inacabada, por isso, pode e deve ser reescrita e, como vc mesma disse, finalmente, completa!!!! Obrigada por nos contemplar com tão bela história de vida amiga. E aproveito p/ lançar um desafio pra vc, que tal falarmos sobre os irmãos dos especiais?? Temos muito a acrescentar, não é??!!

  18. Aceito o desafio, vou começar escrever já.

  19. Linda historia, nossa emocionante chorei aqui lendo, e incrivfl como Deus nos prepara pra recebe los e ama los.

  20. Interessante essa nossa vida, você desde criança passando por situações difíceis, sem saber que era disléxica, mas superando suas dificuldades e seguindo seu caminho. Nem assim perdeu o amor pelo próximo, aproximou-se mais e ajudou como foi possível, dando atenção e amor! A sua superação começava já nessa época, por isso hoje é a pedagoga maravilhosa que gostaria de ter na minha equipe se não morasse tão longe! Bjão

  21. Hoje ele tem o amor da mãe e o olhar da profissional cuidando dele, não dá mesmo pra acreditar no acaso… mais uma história confirmando que há alguma força superior nos preparando para as missões de amor incondicional… obrigada por ter compartilhado conosco a sua história também!!

  22. Que história linda!! É uma lição!!! Parabéns!

  23. Bê ( Abenilsa)/Rosana,
    Lindas histórias de vida..
    As vezes achamos que não estamos preparados para algumas situações, porém Deus sempre nos mostra o caminho a seguir..
    Acredito que tudo que acontece em nossa vida tem um porque e sempre deixa um aprendizado.
    Você ( Bê) e o Claudio são iluminados e abençoados e foram escolhidos por Deus para cuidar, educar e amar o nosso Gui que é muito “ESPECIAL” para todos nós familiares. A cada dia que passa aprendemos e crescemos muito com ele.
    Mesmo antes de engravidar ( como sempre sonhei em ser mãe) pedia a Deus que me desse um filho saudável. E quando engravidei e o parto aconteceu de uma forma inesperada ( depois de um dia normal de trabalho e após um susto meu filhote nasceu as 29 semanas e 5 dias de gestação ( 6 meses) com 1.360kg e 40cm e ficou 1 mês e 6dias internado) tive medo de ser mãe especial e não está preparada. **Sempre vi a Bê como modelo de mãe especial, dedica e sempre correndo atrás para que o Gui tivesse uma vida normal, fazendo atividades, estudando e vivendo normal já que na sociedade que vivemos as pessoas com síndrome de down e outras síndromes ou limitações são vistas como diferentes.
    Em todas as visitas ( 3x por dia) sempre olhava para aquele príncipe pequenino e frágil e pedia a Deus que lhe desse saúde e que ele não ficasse com nenhuma sequela pois não sabia se estava preparada para ser mãe especial….Mais sempre falava pra Deus que se fosse da vontade dele e que se ele achasse que eu seria capaz de cuidar que fosse feita sua vontade.
    Esses dias de internação foram difíceis mais Deus sempre dava respostas as nossas orações e hoje graças a Deus meu filhote está aí com 3anos e 5meses de pura sapequice, inteligência e saúde e não ficou com nenhuma sequela…
    Agradeço todos os dias pela saúde do meu filhote e peço por essas “mães” que não tem noção da dádiva que é ser mãe de verdade e ter seus filhos com saúde e não aproveitam a vida ao lado deles, preferem espancar e reclamar de tudo. Pois muitas mulheres tem seus filhos em cadeira de rodas ou em uma cama de hospital e cuidam com tanto carinho e o que mais queriam era apenas vê seus filhos fazendo traquinagem de crianças ( correr, brincar, etc) e não podem….

  24. Zuvani, obrigada por participar e dividir conosco a sua história! Ainda teremos muita emoção, com exemplos de superação relatados aqui. Não deixe de nos acompanhar. Abraço!

  25. Obrigada Zuvani, fiquei muito feliz que você tenha participado e compartilhado um pouquinho da história do nosso Gustavo. Também gostei de saber como você nos via ou vê, tudo que fazemos por nossos filhos é por amor e você sabe disso. Beijos.

  26. Pingback: make money online
  27. Pingback: best chat
  28. 毎日新品ここは人気海外ドラマ 国内ドラマDVDから、アニメDVD Blu-rayまで,韓国ドラマ、アニメドラマ、日本TVドラマ、中国ドラマ。人気DVD特価セール中!全品配送無料。

  29. Very well written article. It will be useful to everyone who employess it, including yours truly :). Keep up the good work – i will definitely read more posts.

  30. Pingback: car
  31. Pingback: Seo

Comments are closed.